Evento realizado no Gran Villaggio reuniu empreendedoras de diferentes segmentos e transformou a passarela em espaço de protagonismo, visibilidade e valorização da maturidade
| Jornalista Mauricio Coutinho (Produtor) - Apresentadores: Leão Lobo e Cibele Attallah |
O dia 15 de
agosto foi marcado por uma celebração especial da mulher empreendedora no
Centro de São Paulo. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran
Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu mulheres de diferentes
áreas de atuação em uma tarde que uniu moda, negócios, cultura, relacionamento
e autoestima.
Com produção
de Mara Porto e Maurício Coutinho, apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah
e apoio da Frei Caneca Produções, o evento teve um diferencial que merece
destaque: muitas das mulheres que participaram da exposição de produtos e
serviços também subiram à passarela. O resultado foi uma verdadeira celebração
da mulher 50+, mostrando que experiência, elegância e empreendedorismo podem
caminhar juntos.
Da exposição para a passarela
Em vez de
serem apenas expositoras, cantoras e atrizes, as empreendedoras assumiram também o protagonismo
diante do público. Algumas delas apresentaram seus negócios, divulgaram seus produtos e
serviços e, posteriormente, participaram do desfile.
A iniciativa
rompe com a ideia de que a passarela pertence exclusivamente às modelos
profissionais. Naquele espaço, mulheres que constroem suas próprias histórias
profissionais tiveram a oportunidade de mostrar também sua personalidade, seu
estilo e sua autoestima.
A proposta
ganhou força justamente por colocar no centro do evento mulheres que
empreendem, trabalham, criam oportunidades e continuam ativas em diferentes
segmentos depois dos 50 anos.
Mais do que desfilar roupas, elas desfilaram histórias de vida, experiências e conquistas. A maturidade vem acompanhada de experiências que podem se transformar em importantes diferenciais no mundo dos negócios. Muitas mulheres chegam aos 50, 60 anos ou mais com conhecimento acumulado, redes de relacionamento e uma visão mais clara sobre seus objetivos.
O Chá da Tarde mostrou essa realidade de maneira descontraída e elegante. As empreendedoras presentes representaram diferentes segmentos e demonstraram que não existe idade limite para iniciar um novo projeto, reposicionar uma carreira ou transformar uma paixão em negócio. Nesse sentido, o evento também funcionou como uma vitrine para o empreendedorismo feminino e para a economia criativa.
Moda como ferramenta de autoestima
A moda teve um papel importante durante a tarde, mas foi além das tendências e das roupas. Para as participantes, ocupar a passarela significou também afirmar que a mulher madura pode ser vista, admirada e valorizada por sua beleza, personalidade e estilo. A presença de mulheres 50+ em eventos de moda ajuda a ampliar a representação feminina e a combater estereótipos relacionados ao envelhecimento. A mensagem é simples, mas poderosa: envelhecer não significa desaparecer. Ao contrário. Pode significar assumir novos espaços com ainda mais segurança.
O evento também reuniu artistas, jornalistas, estilistas, empreendedores e personalidades da sociedade paulistana. Diversos sorteios fizeram parte da programação, criando momentos de descontração e interação entre os convidados. A participação de profissionais de diferentes segmentos transformou a tarde em uma oportunidade de relacionamento e networking.
Para quem
empreende, encontros assim podem representar muito mais do que uma experiência
social. São oportunidades para apresentar uma marca, conhecer novos parceiros,
conquistar clientes e ampliar a rede de contatos. E essa é uma das
características mais importantes do empreendedorismo feminino: a capacidade de
criar redes de apoio, colaboração e oportunidades.
Um novo olhar sobre a mulher madura
A presença das
empreendedoras 50+ junto às jovens na passarela, também contribui para uma mudança cultural. Durante
muito tempo, a publicidade, a moda e os meios de comunicação privilegiaram
determinados padrões de idade e beleza. Hoje, cresce a necessidade de
representar mulheres reais, com diferentes corpos, histórias e trajetórias.
O desfile
realizado no Gran Villaggio trouxe essa discussão para um ambiente de
celebração. Ali estavam mulheres que não apenas consomem moda, mas também
produzem, empreendem, criam e movimentam a economia.
O Centro de São Paulo como cenário
A realização
do evento no Centro também teve um significado especial. A proposta de promover
atividades culturais, sociais e de entretenimento na região contribui para
manter os espaços ocupados e movimentados.
A moda e o
empreendedorismo, nesse contexto, tornam-se instrumentos de valorização da
cidade. O encontro mostrou que o Centro pode ser cenário para novos negócios,
experiências, encontros e manifestações culturais. E, ao reunir mulheres
empreendedoras, artistas e profissionais de diferentes áreas, o evento reforçou
a importância de criar espaços onde essas conexões possam acontecer.
Todas as mulheres que participaram do evento mostraram que ainda há muito para criar, empreender, aprender, compartilhar e conquistar. Na passarela, cada passo representou muito mais do que moda. Representou autonomia, experiência, autoestima e coragem e determinação para continuar ocupando espaços, e talvez esse seja o verdadeiro significado de uma tarde como essa: celebrar mulheres que não têm medo de começar novamente, reinventar suas histórias e transformar experiência em novas possibilidades.
Porque ser 50+
não é chegar ao fim de uma trajetória. É descobrir que ainda existe uma
passarela inteira pela frente — e que cada mulher pode escolher como quer
caminhar por ela. Estamos ansiosos para ver um desfile com os homens 50+ também!
O próximo evento já está agendado para o dia 28/11 e é bom que se antecipem na aquisição de seus convites, porque o outro esgotou bem rápido.

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