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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Mulheres 50+ mostram força, estilo e empreendedorismo no Chá da Tarde e Desfile de Moda em São Paulo

Evento realizado no Gran Villaggio reuniu empreendedoras de diferentes segmentos e transformou a passarela em espaço de protagonismo, visibilidade e valorização da maturidade


Jornalista Mauricio Coutinho (Produtor) - Apresentadores: Leão Lobo e Cibele Attallah

| Por: Claudia Souza |

O dia 15 de agosto foi marcado por uma celebração especial da mulher empreendedora no Centro de São Paulo. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação em uma tarde que uniu moda, negócios, cultura, relacionamento e autoestima.

Com produção de Mara Porto e Maurício Coutinho, apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah e apoio da Frei Caneca Produções, o evento teve um diferencial que merece destaque: muitas das mulheres que participaram da exposição de produtos e serviços também subiram à passarela. O resultado foi uma verdadeira celebração da mulher 50+, mostrando que experiência, elegância e empreendedorismo podem caminhar juntos.

Da exposição para a passarela



Em vez de serem apenas expositoras, cantoras e atrizes, as empreendedoras assumiram também o protagonismo diante do público. Algumas delas apresentaram seus negócios, divulgaram seus produtos e serviços e, posteriormente, participaram do desfile.

A iniciativa rompe com a ideia de que a passarela pertence exclusivamente às modelos profissionais. Naquele espaço, mulheres que constroem suas próprias histórias profissionais tiveram a oportunidade de mostrar também sua personalidade, seu estilo e sua autoestima.

A proposta ganhou força justamente por colocar no centro do evento mulheres que empreendem, trabalham, criam oportunidades e continuam ativas em diferentes segmentos depois dos 50 anos.

Mais do que desfilar roupas, elas desfilaram histórias de vida, experiências e conquistas. A maturidade vem acompanhada de experiências que podem se transformar em importantes diferenciais no mundo dos negócios. Muitas mulheres chegam aos 50, 60 anos ou mais com conhecimento acumulado, redes de relacionamento e uma visão mais clara sobre seus objetivos.

O Chá da Tarde mostrou essa realidade de maneira descontraída e elegante. As empreendedoras presentes representaram diferentes segmentos e demonstraram que não existe idade limite para iniciar um novo projeto, reposicionar uma carreira ou transformar uma paixão em negócio. Nesse sentido, o evento também funcionou como uma vitrine para o empreendedorismo feminino e para a economia criativa.

Moda como ferramenta de autoestima

A moda teve um papel importante durante a tarde, mas foi além das tendências e das roupas. Para as participantes, ocupar a passarela significou também afirmar que a mulher madura pode ser vista, admirada e valorizada por sua beleza, personalidade e estilo. A presença de mulheres 50+ em eventos de moda ajuda a ampliar a representação feminina e a combater estereótipos relacionados ao envelhecimento. A mensagem é simples, mas poderosa: envelhecer não significa desaparecer. Ao contrário. Pode significar assumir novos espaços com ainda mais segurança.

O evento também reuniu artistas, jornalistas, estilistas, empreendedores e personalidades da sociedade paulistana. Diversos sorteios fizeram parte da programação, criando momentos de descontração e interação entre os convidados. A participação de profissionais de diferentes segmentos transformou a tarde em uma oportunidade de relacionamento e networking.

Para quem empreende, encontros assim podem representar muito mais do que uma experiência social. São oportunidades para apresentar uma marca, conhecer novos parceiros, conquistar clientes e ampliar a rede de contatos. E essa é uma das características mais importantes do empreendedorismo feminino: a capacidade de criar redes de apoio, colaboração e oportunidades.

Um novo olhar sobre a mulher madura

A presença das empreendedoras 50+ junto às jovens na passarela, também contribui para uma mudança cultural. Durante muito tempo, a publicidade, a moda e os meios de comunicação privilegiaram determinados padrões de idade e beleza. Hoje, cresce a necessidade de representar mulheres reais, com diferentes corpos, histórias e trajetórias.

O desfile realizado no Gran Villaggio trouxe essa discussão para um ambiente de celebração. Ali estavam mulheres que não apenas consomem moda, mas também produzem, empreendem, criam e movimentam a economia.

O Centro de São Paulo como cenário

A realização do evento no Centro também teve um significado especial. A proposta de promover atividades culturais, sociais e de entretenimento na região contribui para manter os espaços ocupados e movimentados.

A moda e o empreendedorismo, nesse contexto, tornam-se instrumentos de valorização da cidade. O encontro mostrou que o Centro pode ser cenário para novos negócios, experiências, encontros e manifestações culturais. E, ao reunir mulheres empreendedoras, artistas e profissionais de diferentes áreas, o evento reforçou a importância de criar espaços onde essas conexões possam acontecer.

Todas as mulheres que participaram do evento mostraram que ainda há muito para criar, empreender, aprender, compartilhar e conquistar. Na passarela, cada passo representou muito mais do que moda. Representou autonomia, experiência, autoestima e coragem e determinação para continuar ocupando espaços, e talvez esse seja o verdadeiro significado de uma tarde como essa: celebrar mulheres que não têm medo de começar novamente, reinventar suas histórias e transformar experiência em novas possibilidades.

Porque ser 50+ não é chegar ao fim de uma trajetória. É descobrir que ainda existe uma passarela inteira pela frente — e que cada mulher pode escolher como quer caminhar por ela. Estamos ansiosos para ver um desfile com os homens 50+ também!

O próximo evento já está agendado para o dia 28/11 e é bom que se antecipem na aquisição de seus convites, porque o outro esgotou bem rápido.


Confira os melhores momentos:

Pé Diabético: Como a prevenção pode evitar amputações e preservar sua independência




Com o passar dos anos, o nosso corpo pede cuidados mais específicos e atentos. Para quem convive com o diabetes, a atenção aos pés não é apenas uma questão de estética ou conforto, mas sim de preservar a mobilidade e a qualidade de vida.

Com o envelhecimento da população e o aumento dos casos de diabetes, o pé diabético se tornou um dos maiores desafios da saúde pública. No entanto, um alerta recente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Paraná (SBOT-PR) traz uma mensagem de esperança e ação: a maioria das amputações relacionadas à doença pode ser evitada com prevenção e diagnóstico precoce.

Abaixo, explicamos o que você precisa saber para proteger seus passos e garantir sua autonomia.

O perigo silencioso da perda de sensibilidade

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), entre 19% e 34% das pessoas com diabetes desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida. Mas por que isso acontece?

O diabetes, com o passar dos anos, compromete a circulação sanguínea (especialmente nas extremidades) e danifica os nervos. Isso faz com que a pele fique mais ressecada e, o mais perigoso: os pés perdem gradualmente a capacidade de sentir dor.

É justamente essa perda de sensibilidade que torna a condição tão arriscada. Uma pedrinha no sapato, um calçado apertado, uma pequena bolha ou um corte podem passar totalmente despercebidos. Sem o aviso natural da dor, a pessoa continua caminhando, o que agrava a lesão. Quando finalmente o problema é notado, a infecção já pode ter atingido tecidos profundos e até os ossos.

O papel fundamental (e pouco conhecido) do Ortopedista

Muitas pessoas associam o tratamento do diabetes apenas ao endocrinologista para o controle da glicemia. Porém, o ortopedista tem um papel preventivo crucial.

"O nosso papel começa na prevenção. Avaliamos a marcha, a distribuição das cargas nos pés, deformidades, alterações biomecânicas e a necessidade de palmilhas, órteses e calçados adequados", explica a Dra. Bárbara Pupim, ortopedista e membro da SBOT-PR.

Segundo a especialista, quanto mais cedo o paciente é acompanhado, maiores são as chances de corrigir deformidades que aumentam o risco de lesões, preservando a mobilidade. E mesmo em casos mais complexos, os avanços da ortopedia — com técnicas menos invasivas e órteses personalizadas — têm conseguido salvar membros que, no passado, fatalmente seriam amputados.

Guia de Cuidados Cuca Prateada: Protegendo seus passos

A Dra. Bárbara ressalta que o tratamento começa muito antes de qualquer cirurgia: ele começa com informação e atitudes diárias. O paciente precisa ser o protagonista do seu próprio cuidado.

Aqui estão os hábitos simples que fazem toda a diferença:

Inspeção diária: Olhe seus pés todos os dias. Verifique entre os dedos, a sola e os calcanhares em busca de vermelhidão, calos, cortes ou bolhas. Se tiver dificuldade para enxergar a sola, use um espelho ou peça ajuda a um familiar.

Hidratação constante: Mantenha a pele dos pés bem hidratada para evitar rachaduras, mas evite passar creme entre os dedos para não causar frieiras.

Atenção aos calçados: Use sapatos confortáveis, fechados, sem costuras internas que possam machucar e com o tamanho adequado.

Nunca ande descalço: Nem mesmo dentro de casa. Proteja seus pés de topadas, farpas e objetos no chão.

Busque ajuda rápido: Ao notar qualquer ferida, mudança de cor ou alteração na temperatura do pé, procure assistência médica imediatamente. Não tente tratar lesões em casa com receitas caseiras.

Prevenir é cuidar da sua autonomia


Mais do que tratar feridas, prevenir o pé diabético significa garantir que você continue caminhando, passeando e aproveitando a vida com independência.

Mantenha sua glicemia controlada e conte com uma equipe multidisciplinar (endocrinologista, ortopedista, cirurgião vascular, enfermeiros e fisioterapeutas) para cuidar de você de forma integral. Os seus pés são a base da sua jornada — cuide bem deles todos os dias!

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