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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Envelhecimento saudável: 5 dicas para uma vida com mais qualidade



Envelhecer com autonomia e qualidade de vida não é obra do acaso, é resultado de escolhas consistentes ao longo da vida


Viver mais anos é uma conquista, mas viver bem esses anos é uma escolha que começa hoje. Quando falamos em envelhecimento saudável, não estamos falando apenas de evitar doenças, estamos falando de energia para aproveitar a família, disposição para novas descobertas e autonomia para fazer suas próprias escolhas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), envelhecimento saudável é o processo de desenvolver e manter a capacidade funcional que possibilita o bem-estar na velhice. No Brasil, onde a população com 60 anos ou mais já representa 15,8% do total, cuidar da saúde nessa fase se torna cada vez mais importante.

Segundo a geriatra Leiliane Coutinho de Souza, do dr.consulta, manter uma rotina de atividades físicas aliada a uma alimentação equilibrada, são essenciais para uma boa saúde na terceira idade “atividades físicas, como caminhada, pilates, musculação e alimentação saudável, com variedade de vitaminas e minerais, cuidados com a saúde mental, seja por meio de hobbies e acompanhamento psicológico e visitas regulares ao médico são os principais pilares para se ter uma boa saúde nesta fase da vida”

O que é envelhecimento saudável?


Envelhecer com saúde vai além da ausência de doenças. Envolve manter a autonomia, a participação social e o bem-estar emocional. É possível e cada vez mais comum chegar aos 70, 80 anos com vitalidade e qualidade de vida, desde que alguns pilares sejam cuidados ao longo do tempo.

Os 5 pilares do envelhecimento saudável após os 60

Pesquisas em gerontologia mostram que o envelhecimento ativo e saudável é resultado da combinação de fatores físicos, mentais e sociais. Conheça os principais:

1. Alimentação equilibrada

A nutrição adequada na terceira idade preserva a massa muscular, protege os ossos e cuida da saúde do coração. Priorize frutas, legumes, proteínas magras, grãos integrais e uma boa hidratação diária. Reduzir o consumo de sal, açúcar e alimentos ultraprocessados faz uma diferença real na prevenção de doenças crônicas.

2. Atividade física regular

O movimento é um dos aliados mais poderosos do envelhecimento saudável. Caminhadas, hidroginástica, yoga e exercícios de resistência ajudam a reduzir o risco de quedas, melhoram o humor, regulam o sono e mantêm a independência por muito mais tempo.

3. Saúde mental e bem-estar emocional

Gerenciar o estresse, cultivar o bom humor e cuidar das emoções protege diretamente a saúde do cérebro. Atividades como meditação, leitura, artesanato e hobbies criativos estimulam a cognição e ajudam a prevenir o declínio mental.

4. Vínculos sociais ativos

Estudos mostram que relações afetivas saudáveis estão diretamente ligadas à longevidade e à prevenção da demência. Manter contato frequente com amigos e familiares, presencialmente ou por videochamada é tão importante para a saúde quanto qualquer outro hábito.

5. Acompanhamento médico preventivo

Muitas condições comuns após os 60 anos, como hipertensão, diabetes tipo 2 e osteoporose, têm progressão silenciosa. Consultas regulares e exames preventivos permitem identificar riscos antes que se tornem problemas. Converse com seu médico sobre quais exames são indicados para sua faixa etária e histórico familiar.

Envelhecimento saudável começa com informação

Saber reconhecer os sinais do próprio corpo, buscar orientação médica regularmente e adotar hábitos saudáveis são os passos mais importantes para viver bem após os 60 anos. A longevidade é uma conquista e qualidade de vida nessa fase é possível para todos.

Envelhecer bem é um processo contínuo, e cada escolha conta. Seja uma caminhada a mais, uma fruta no lugar do biscoito, ou uma ligação para aquele amigo que você não vê há tempo, tudo isso compõe uma vida com mais saúde, prazer e significado.

1 em 4 Idosos Sofre Quedas: Como o Exercício Pode Ajudar



Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.


Força para combater a perda muscular



A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

“Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

Excesso também pode ser um problema

Profissional de Educação Física Jauan Anselmo

Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

“Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

MedSênior desafia estereótipo de envelhecimento com intervenção visual em vagas de estacionamento

Com proposta que visa provocar debate, ação "60 Vive+" substitui o símbolo do idoso curvado por imagens que retratam o perfil sênior atual como alguém que surfa, pedala, viaja e curte a vida

Vaga de estacionamento prioritária na unidade do Extrabom em Jardim Camburi,
destinada a idosos, recebeu adesivagem para suscitar
o debate de que o conceito de idoso ficou velho
Crédito: Divulgação MedSênior


    A MedSênior - operadora de saúde voltada para o público 49+, com foco em medicina preventiva e no conceito de Bem Envelhecer - iniciou uma intervenção estratégica em vagas de estacionamento da rede de supermercados Extrabom, no Espírito Santo. Por meio da ação de marketing batizada de "60 Vive+", a proposta é desafiar o estereótipo do envelhecimento e provocar um debate em torno do tema.

    A iniciativa visa reforçar o posicionamento da marca líder em medicina preventiva e promotora do conceito de Bem Envelhecer, a partir da substituição dos símbolos de vagas de estacionamento prioritárias para idosos - que normalmente retratam uma pessoa curvada e de bengala -, transformando sua identidade visual e substituindo os ícones ultrapassados por imagens que retratam o idoso atual: surfando, pedalando, viajando e curtindo a vida. A ação, que começou pela unidade do Extrabom em Jardim Camburi, vai ser realizada em todas as 37 unidades da rede no Espírito Santo, ao longo do mês de outubro - com possibilidade de ter o período ampliado.

    “A sociedade há muito tempo lida com estereótipos que associam o envelhecimento unicamente à limitação. Por décadas, a imagem do idoso foi representada de forma estigmatizada e as placas de indicação prioritárias para quem passou dos 60 eram – e ainda são, em alguns casos – exemplo disso, como se o envelhecimento fosse, por si só, sinônimo de limitação. No entanto, o sênior atual é ativo”, destaca Maycon Oliveira, diretor de marketing da MedSênior e um dos idealizadores da campanha.

    Por meio da ação, a operadora se posiciona não apenas como prestadora de serviços, mas como agente de transformação social e participante ativa do debate. Com forte apelo estratégico, o novo visual das vagas está alinhado a um projeto de lei (PL), com parecer favorável dos relatores da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O PL, em fase final de tramitação, sugere adotar como símbolo nacional da identificação da pessoa idosa a imagem de uma pessoa ereta acompanhada da inscrição 60+ para sinalizar espaços de prioridade previstos por lei.

    “A ilustração de uma pessoa fazendo uso de bengala está muito distante do que representa ser idoso atualmente, e fazer parte de um negócio diretamente voltado para esse público nos dá condições de afirmar que o ‘novo’ idoso trabalha, dirige, se exercita, viaja, define suas prioridades, faz a gestão da própria saúde, escolhe contribuir ou não no cuidado com os netos e é protagonista da economia prateada. Foi para comunicar esse novo perfil e reforçar o nosso conceito de Bem Envelhecer que nasceu o Projeto 60 Vive+, uma iniciativa estratégica de comunicação em parceria com a rede de supermercados Extrabom”, completa Maycon.

Intervenção pensada para fomentar o debate

Sem menção aos nomes da MedSênior e do Extrabom, 
QR Code presente da adesivagem direciona o público para o hotsite do projeto
Crédito: Divulgação MedSênior


    A iniciativa, que conta com a parceria estratégica da agência Maely Arte e Publicidade (responsável pela produção e instalação dos adesivos), tem outras empresas interessadas em aderir à ideia. Desenhada para fugir da publicidade tradicional, os adesivos nas vagas não possuem menção aos nomes da MedSênior ou do Extrabom, apenas um QR Code que convida o público a conhecer o hotsite do projeto.

    Para Rodrigo Pegoretti, Diretor de Criação da ação, a proposta é gerar uma mudança de olhar através de uma intervenção de impacto visual. "O conceito que construímos é que o 'idoso' como a sociedade o concebeu, esse estereótipo, ficou velho, se aposentou. Criamos uma intervenção no símbolo mais evidente de prioridade — a vaga de estacionamento — justamente para chamar a atenção para o fato de que as pessoas ainda não se atentaram para a revolução que o envelhecimento sofreu no Brasil. É uma ação diferenciada que tem tudo para ganhar proporção e provocar essa nova visão no mercado", afirma.

60 Vive+ na prática


    O sucesso do modelo assistencial preventivo da MedSênior é refletido por beneficiários como Janete Duarte dos Santos, 66 anos. Longe do estereótipo ultrapassado, Janete é fotógrafa, empresária, corre, nada no mar e pratica rapel. Sua vitalidade é um testemunho da eficácia do acompanhamento contínuo e do investimento em atividades físicas e bem-estar.

  Desta forma, o Projeto 60 Vive+ transforma uma obrigação legal (vaga prioritária) em uma oportunidade para a MedSênior comunicar de forma clara sua mensagem: uma longevidade ativa, independente e com qualidade de vida não é só possível. É também uma realidade, e precisa ser atualizada no imaginário popular.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Nunca é tarde: Aos quase 100 anos, Senhor Emílio voa de avião e conhece o mar pela primeira vez!


    Você já parou para pensar se existe um "prazo de validade" para realizarmos nossos maiores sonhos? Se a resposta que veio à sua mente for sim, prepare-se para rever seus conceitos. Hoje, o Cuca Prateada traz uma daquelas histórias que aquecem o coração e nos provam que a vida sempre guarda espaço para novas descobertas, não importa a idade que está no documento.

    Apresentamos a você o senhor Emílio Gimenes Orchiza. Nascido no interior de São Paulo e criado com a simplicidade e a força da zona rural, ele construiu uma vida inteira com os pés firmes na terra. Mas, aos 99 anos (e prestes a completar seu centenário no dia 3 de setembro!), Seu Emílio decidiu que era hora de tirar os pés do chão — literalmente.


Uma surpresa a 30 mil pés de altitude

O destino? Arraial d’Ajuda, na Bahia. O motivo oficial? Prestigiar o casamento de um de seus netos. Porém, a jornada até lá guardava emoções que ficariam marcadas para sempre na memória da família.

Para chegar à Bahia, Seu Emílio precisou embarcar em um avião pela primeira vez na vida. O voo da Gol (saindo de Ribeirão Preto com conexão em São Paulo) tinha tudo para ser uma viagem comum, até que a bisneta dele, a jornalista Maria Fernanda Gimenes, teve uma ideia brilhante. Ela conversou com os comissários de bordo e contou sobre o passageiro ilustre e centenário que estava a bordo.

O resultado foi de arrepiar. Durante o trajeto, o comandante da aeronave pegou o microfone e anunciou a história do Seu Emílio para todos os passageiros. A cabine foi tomada por uma salva de palmas calorosa e cheia de carinho. Emocionado, nosso protagonista do dia foi às lágrimas, conheceu a cabine de comando e tirou fotos com toda a tripulação, sendo tratado com a honra que uma vida de quase 100 anos merece.

O encontro com a imensidão azul

Como se não bastasse a emoção de cruzar as nuvens pela primeira vez, a viagem à Bahia guardava a realização de um segundo — e imenso — sonho: conhecer o mar.

Imagine a cena: um homem que passou um século inteiro no interior, cercado por lavouras e paisagens rurais, deparando-se com a imensidão do oceano pela primeira vez aos 99 anos de idade. É a prova viva de que a capacidade de se deslumbrar com o mundo não envelhece.

O que o Senhor Emílio nos ensina?

Aqui no Cuca Prateada, nós sempre defendemos que o envelhecimento ativo vai muito além da saúde física. Ele passa pela saúde da alma, pela vontade de continuar vivendo, celebrando e, acima de tudo, sonhando.

A história do Seu Emílio é um lembrete poderoso. A velhice não é uma sala de espera; é mais um capítulo em branco, pronto para ser preenchido com novas histórias, abraços de quem amamos e, por que não, viagens inesquecíveis. Nunca é tarde para embarcar em um novo sonho.

E você? Qual é aquele sonho guardado na gaveta que você ainda quer realizar? Ou qual foi a "primeira vez" mais marcante que você viveu depois dos 60?

Deixe seu comentário aqui embaixo e não se esqueça de conferir o vídeo:

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Mulheres 50+ mostram força, estilo e empreendedorismo no Chá da Tarde e Desfile de Moda em São Paulo

Evento realizado no Gran Villaggio reuniu empreendedoras de diferentes segmentos e transformou a passarela em espaço de protagonismo, visibilidade e valorização da maturidade


Jornalista Mauricio Coutinho (Produtor) - Apresentadores: Leão Lobo e Cibele Attallah

| Por: Claudia Souza |

O dia 15 de agosto foi marcado por uma celebração especial da mulher empreendedora no Centro de São Paulo. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação em uma tarde que uniu moda, negócios, cultura, relacionamento e autoestima.

Com produção de Mara Porto e Maurício Coutinho, apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah e apoio da Frei Caneca Produções, o evento teve um diferencial que merece destaque: muitas das mulheres que participaram da exposição de produtos e serviços também subiram à passarela. O resultado foi uma verdadeira celebração da mulher 50+, mostrando que experiência, elegância e empreendedorismo podem caminhar juntos.

Da exposição para a passarela



Em vez de serem apenas expositoras, cantoras e atrizes, as empreendedoras assumiram também o protagonismo diante do público. Algumas delas apresentaram seus negócios, divulgaram seus produtos e serviços e, posteriormente, participaram do desfile.

A iniciativa rompe com a ideia de que a passarela pertence exclusivamente às modelos profissionais. Naquele espaço, mulheres que constroem suas próprias histórias profissionais tiveram a oportunidade de mostrar também sua personalidade, seu estilo e sua autoestima.

A proposta ganhou força justamente por colocar no centro do evento mulheres que empreendem, trabalham, criam oportunidades e continuam ativas em diferentes segmentos depois dos 50 anos.

Mais do que desfilar roupas, elas desfilaram histórias de vida, experiências e conquistas. A maturidade vem acompanhada de experiências que podem se transformar em importantes diferenciais no mundo dos negócios. Muitas mulheres chegam aos 50, 60 anos ou mais com conhecimento acumulado, redes de relacionamento e uma visão mais clara sobre seus objetivos.

O Chá da Tarde mostrou essa realidade de maneira descontraída e elegante. As empreendedoras presentes representaram diferentes segmentos e demonstraram que não existe idade limite para iniciar um novo projeto, reposicionar uma carreira ou transformar uma paixão em negócio. Nesse sentido, o evento também funcionou como uma vitrine para o empreendedorismo feminino e para a economia criativa.

Moda como ferramenta de autoestima

A moda teve um papel importante durante a tarde, mas foi além das tendências e das roupas. Para as participantes, ocupar a passarela significou também afirmar que a mulher madura pode ser vista, admirada e valorizada por sua beleza, personalidade e estilo. A presença de mulheres 50+ em eventos de moda ajuda a ampliar a representação feminina e a combater estereótipos relacionados ao envelhecimento. A mensagem é simples, mas poderosa: envelhecer não significa desaparecer. Ao contrário. Pode significar assumir novos espaços com ainda mais segurança.

O evento também reuniu artistas, jornalistas, estilistas, empreendedores e personalidades da sociedade paulistana. Diversos sorteios fizeram parte da programação, criando momentos de descontração e interação entre os convidados. A participação de profissionais de diferentes segmentos transformou a tarde em uma oportunidade de relacionamento e networking.

Para quem empreende, encontros assim podem representar muito mais do que uma experiência social. São oportunidades para apresentar uma marca, conhecer novos parceiros, conquistar clientes e ampliar a rede de contatos. E essa é uma das características mais importantes do empreendedorismo feminino: a capacidade de criar redes de apoio, colaboração e oportunidades.

Um novo olhar sobre a mulher madura

A presença das empreendedoras 50+ junto às jovens na passarela, também contribui para uma mudança cultural. Durante muito tempo, a publicidade, a moda e os meios de comunicação privilegiaram determinados padrões de idade e beleza. Hoje, cresce a necessidade de representar mulheres reais, com diferentes corpos, histórias e trajetórias.

O desfile realizado no Gran Villaggio trouxe essa discussão para um ambiente de celebração. Ali estavam mulheres que não apenas consomem moda, mas também produzem, empreendem, criam e movimentam a economia.

O Centro de São Paulo como cenário

A realização do evento no Centro também teve um significado especial. A proposta de promover atividades culturais, sociais e de entretenimento na região contribui para manter os espaços ocupados e movimentados.

A moda e o empreendedorismo, nesse contexto, tornam-se instrumentos de valorização da cidade. O encontro mostrou que o Centro pode ser cenário para novos negócios, experiências, encontros e manifestações culturais. E, ao reunir mulheres empreendedoras, artistas e profissionais de diferentes áreas, o evento reforçou a importância de criar espaços onde essas conexões possam acontecer.

Todas as mulheres que participaram do evento mostraram que ainda há muito para criar, empreender, aprender, compartilhar e conquistar. Na passarela, cada passo representou muito mais do que moda. Representou autonomia, experiência, autoestima e coragem e determinação para continuar ocupando espaços, e talvez esse seja o verdadeiro significado de uma tarde como essa: celebrar mulheres que não têm medo de começar novamente, reinventar suas histórias e transformar experiência em novas possibilidades.

Porque ser 50+ não é chegar ao fim de uma trajetória. É descobrir que ainda existe uma passarela inteira pela frente — e que cada mulher pode escolher como quer caminhar por ela. Estamos ansiosos para ver um desfile com os homens 50+ também!

O próximo evento já está agendado para o dia 28/11 e é bom que se antecipem na aquisição de seus convites, porque o outro esgotou bem rápido.


Confira os melhores momentos:

Pé Diabético: Como a prevenção pode evitar amputações e preservar sua independência




Com o passar dos anos, o nosso corpo pede cuidados mais específicos e atentos. Para quem convive com o diabetes, a atenção aos pés não é apenas uma questão de estética ou conforto, mas sim de preservar a mobilidade e a qualidade de vida.

Com o envelhecimento da população e o aumento dos casos de diabetes, o pé diabético se tornou um dos maiores desafios da saúde pública. No entanto, um alerta recente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Paraná (SBOT-PR) traz uma mensagem de esperança e ação: a maioria das amputações relacionadas à doença pode ser evitada com prevenção e diagnóstico precoce.

Abaixo, explicamos o que você precisa saber para proteger seus passos e garantir sua autonomia.

O perigo silencioso da perda de sensibilidade

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), entre 19% e 34% das pessoas com diabetes desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida. Mas por que isso acontece?

O diabetes, com o passar dos anos, compromete a circulação sanguínea (especialmente nas extremidades) e danifica os nervos. Isso faz com que a pele fique mais ressecada e, o mais perigoso: os pés perdem gradualmente a capacidade de sentir dor.

É justamente essa perda de sensibilidade que torna a condição tão arriscada. Uma pedrinha no sapato, um calçado apertado, uma pequena bolha ou um corte podem passar totalmente despercebidos. Sem o aviso natural da dor, a pessoa continua caminhando, o que agrava a lesão. Quando finalmente o problema é notado, a infecção já pode ter atingido tecidos profundos e até os ossos.

O papel fundamental (e pouco conhecido) do Ortopedista

Muitas pessoas associam o tratamento do diabetes apenas ao endocrinologista para o controle da glicemia. Porém, o ortopedista tem um papel preventivo crucial.

"O nosso papel começa na prevenção. Avaliamos a marcha, a distribuição das cargas nos pés, deformidades, alterações biomecânicas e a necessidade de palmilhas, órteses e calçados adequados", explica a Dra. Bárbara Pupim, ortopedista e membro da SBOT-PR.

Segundo a especialista, quanto mais cedo o paciente é acompanhado, maiores são as chances de corrigir deformidades que aumentam o risco de lesões, preservando a mobilidade. E mesmo em casos mais complexos, os avanços da ortopedia — com técnicas menos invasivas e órteses personalizadas — têm conseguido salvar membros que, no passado, fatalmente seriam amputados.

Guia de Cuidados Cuca Prateada: Protegendo seus passos

A Dra. Bárbara ressalta que o tratamento começa muito antes de qualquer cirurgia: ele começa com informação e atitudes diárias. O paciente precisa ser o protagonista do seu próprio cuidado.

Aqui estão os hábitos simples que fazem toda a diferença:

Inspeção diária: Olhe seus pés todos os dias. Verifique entre os dedos, a sola e os calcanhares em busca de vermelhidão, calos, cortes ou bolhas. Se tiver dificuldade para enxergar a sola, use um espelho ou peça ajuda a um familiar.

Hidratação constante: Mantenha a pele dos pés bem hidratada para evitar rachaduras, mas evite passar creme entre os dedos para não causar frieiras.

Atenção aos calçados: Use sapatos confortáveis, fechados, sem costuras internas que possam machucar e com o tamanho adequado.

Nunca ande descalço: Nem mesmo dentro de casa. Proteja seus pés de topadas, farpas e objetos no chão.

Busque ajuda rápido: Ao notar qualquer ferida, mudança de cor ou alteração na temperatura do pé, procure assistência médica imediatamente. Não tente tratar lesões em casa com receitas caseiras.

Prevenir é cuidar da sua autonomia


Mais do que tratar feridas, prevenir o pé diabético significa garantir que você continue caminhando, passeando e aproveitando a vida com independência.

Mantenha sua glicemia controlada e conte com uma equipe multidisciplinar (endocrinologista, ortopedista, cirurgião vascular, enfermeiros e fisioterapeutas) para cuidar de você de forma integral. Os seus pés são a base da sua jornada — cuide bem deles todos os dias!

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Quando procurar um geriatra? Especialista explica por que o cuidado deve começar antes da terceira idade




Busca preventiva pelo especialista pode ajudar a preservar autonomia, independência e qualidade de vida ao longo do envelhecimento


São Paulo, maio de 2026 - Ainda é comum associar o médico geriatra apenas ao cuidado de idosos muito fragilizados ou com doenças avançadas. No entanto, segundo o Dr. Leonardo Lopes, coordenador da pós-graduação em Geriatria da Afya Educação Médica São Paulo, o acompanhamento geriátrico pode começar antes mesmo do surgimento de limitações importantes, funcionando como uma estratégia preventiva para garantir mais autonomia, independência e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

Segundo o especialista, não existe uma idade exata para iniciar o acompanhamento com um geriatra. A recomendação depende das necessidades, condições de saúde e objetivos de cada paciente. “Muita gente acredita que o geriatra deve ser procurado apenas quando surgem problemas mais graves ou perda importante de autonomia, mas esse cuidado pode começar antes, com foco em prevenção e promoção de qualidade de vida. Quanto mais cedo conseguimos identificar fatores que impactam o envelhecimento, maiores são as chances de preservar independência e bem-estar ao longo dos anos”, explica.

Assim como a pediatria se dedica ao cuidado de uma faixa etária específica, a geriatria é voltada ao acompanhamento da população idosa, considerada no Brasil a partir dos 60 anos. No entanto, muitas condições que afetam a saúde nessa fase da vida começam a se desenvolver décadas antes, ainda na vida adulta. Por isso, o acompanhamento preventivo e o controle adequado de fatores de risco podem contribuir para reduzir complicações futuras e promover um envelhecimento mais saudável.

Diferente de especialidades focadas em órgãos específicos, o geriatra avalia o paciente de forma integral, considerando fatores físicos, cognitivos, emocionais e sociais. O especialista acompanha as mudanças naturais do envelhecimento e ajuda a identificar precocemente alterações que podem impactar a rotina e a funcionalidade ao longo dos anos.

Entre os sinais de atenção que indicam a necessidade de procurar um geriatra estão esquecimentos frequentes, alterações de memória, quedas recorrentes, perda de equilíbrio, perda de força muscular, dificuldade para realizar atividades do dia a dia, uso simultâneo de muitos medicamentos, além de mudanças de humor, isolamento social, sintomas depressivos e dificuldades relacionadas ao sono, alimentação ou mobilidade. O acompanhamento também pode ser importante para pessoas diagnosticadas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e osteoporose.

O crescimento da população idosa brasileira reforça a importância desse cuidado. Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que o Brasil já possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que representa cerca de 15,6% da população. A tendência é de crescimento acelerado nas próximas décadas.

Além do acompanhamento clínico, o geriatra também atua na prevenção e no tratamento de condições frequentes no envelhecimento, como demências, sarcopenia, osteoporose, insônia, incontinência urinária, depressão e doenças cardiovasculares e respiratórias. O trabalho costuma envolver uma abordagem multidisciplinar, em parceria com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais de saúde.

Outro papel importante da geriatria é a avaliação do uso de medicamentos, situação comum entre idosos. Isso porque o consumo excessivo ou inadequado de remédios pode aumentar o risco de efeitos colaterais, quedas, confusão mental e perda de independência.

“O envelhecimento saudável depende de acompanhamento contínuo e de hábitos construídos ao longo da vida. Quanto mais cedo começamos a cuidar da saúde de forma preventiva, maiores são as chances de chegar à terceira idade mantendo autonomia, bem-estar e qualidade de vida”, conclui Leonardo.