Videos
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Envelhecimento saudável: 5 dicas para uma vida com mais qualidade
1 em 4 Idosos Sofre Quedas: Como o Exercício Pode Ajudar
Força para combater a perda muscular
Excesso também pode ser um problema
![]() |
| Profissional de Educação Física Jauan Anselmo |
MedSênior desafia estereótipo de envelhecimento com intervenção visual em vagas de estacionamento
Com proposta que visa provocar debate, ação "60 Vive+" substitui o símbolo do idoso curvado por imagens que retratam o perfil sênior atual como alguém que surfa, pedala, viaja e curte a vida
Intervenção pensada para fomentar o debate
![]() |
Sem menção aos nomes da MedSênior e do Extrabom, QR Code presente da adesivagem direciona o público para o hotsite do projeto Crédito: Divulgação MedSênior |
60 Vive+ na prática
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Nunca é tarde: Aos quase 100 anos, Senhor Emílio voa de avião e conhece o mar pela primeira vez!
Você já parou para pensar se existe um "prazo de validade" para realizarmos nossos maiores sonhos? Se a resposta que veio à sua mente for sim, prepare-se para rever seus conceitos. Hoje, o Cuca Prateada traz uma daquelas histórias que aquecem o coração e nos provam que a vida sempre guarda espaço para novas descobertas, não importa a idade que está no documento.
Apresentamos a você o senhor Emílio Gimenes Orchiza. Nascido no interior de São Paulo e criado com a simplicidade e a força da zona rural, ele construiu uma vida inteira com os pés firmes na terra. Mas, aos 99 anos (e prestes a completar seu centenário no dia 3 de setembro!), Seu Emílio decidiu que era hora de tirar os pés do chão — literalmente.
Uma surpresa a 30 mil pés de altitude
O destino? Arraial d’Ajuda, na Bahia. O motivo oficial? Prestigiar o casamento de um de seus netos. Porém, a jornada até lá guardava emoções que ficariam marcadas para sempre na memória da família.
Para chegar à Bahia, Seu Emílio precisou embarcar em um avião pela primeira vez na vida. O voo da Gol (saindo de Ribeirão Preto com conexão em São Paulo) tinha tudo para ser uma viagem comum, até que a bisneta dele, a jornalista Maria Fernanda Gimenes, teve uma ideia brilhante. Ela conversou com os comissários de bordo e contou sobre o passageiro ilustre e centenário que estava a bordo.
O resultado foi de arrepiar. Durante o trajeto, o comandante da aeronave pegou o microfone e anunciou a história do Seu Emílio para todos os passageiros. A cabine foi tomada por uma salva de palmas calorosa e cheia de carinho. Emocionado, nosso protagonista do dia foi às lágrimas, conheceu a cabine de comando e tirou fotos com toda a tripulação, sendo tratado com a honra que uma vida de quase 100 anos merece.
O encontro com a imensidão azul
Como se não bastasse a emoção de cruzar as nuvens pela primeira vez, a viagem à Bahia guardava a realização de um segundo — e imenso — sonho: conhecer o mar.
Imagine a cena: um homem que passou um século inteiro no interior, cercado por lavouras e paisagens rurais, deparando-se com a imensidão do oceano pela primeira vez aos 99 anos de idade. É a prova viva de que a capacidade de se deslumbrar com o mundo não envelhece.
O que o Senhor Emílio nos ensina?
Aqui no Cuca Prateada, nós sempre defendemos que o envelhecimento ativo vai muito além da saúde física. Ele passa pela saúde da alma, pela vontade de continuar vivendo, celebrando e, acima de tudo, sonhando.
A história do Seu Emílio é um lembrete poderoso. A velhice não é uma sala de espera; é mais um capítulo em branco, pronto para ser preenchido com novas histórias, abraços de quem amamos e, por que não, viagens inesquecíveis. Nunca é tarde para embarcar em um novo sonho.
E você? Qual é aquele sonho guardado na gaveta que você ainda quer realizar? Ou qual foi a "primeira vez" mais marcante que você viveu depois dos 60?
Deixe seu comentário aqui embaixo e não se esqueça de conferir o vídeo:
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Mulheres 50+ mostram força, estilo e empreendedorismo no Chá da Tarde e Desfile de Moda em São Paulo
Evento realizado no Gran Villaggio reuniu empreendedoras de diferentes segmentos e transformou a passarela em espaço de protagonismo, visibilidade e valorização da maturidade
| Jornalista Mauricio Coutinho (Produtor) - Apresentadores: Leão Lobo e Cibele Attallah |
O dia 15 de
agosto foi marcado por uma celebração especial da mulher empreendedora no
Centro de São Paulo. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran
Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu mulheres de diferentes
áreas de atuação em uma tarde que uniu moda, negócios, cultura, relacionamento
e autoestima.
Com produção
de Mara Porto e Maurício Coutinho, apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah
e apoio da Frei Caneca Produções, o evento teve um diferencial que merece
destaque: muitas das mulheres que participaram da exposição de produtos e
serviços também subiram à passarela. O resultado foi uma verdadeira celebração
da mulher 50+, mostrando que experiência, elegância e empreendedorismo podem
caminhar juntos.
Da exposição para a passarela
Em vez de
serem apenas expositoras, cantoras e atrizes, as empreendedoras assumiram também o protagonismo
diante do público. Algumas delas apresentaram seus negócios, divulgaram seus produtos e
serviços e, posteriormente, participaram do desfile.
A iniciativa
rompe com a ideia de que a passarela pertence exclusivamente às modelos
profissionais. Naquele espaço, mulheres que constroem suas próprias histórias
profissionais tiveram a oportunidade de mostrar também sua personalidade, seu
estilo e sua autoestima.
A proposta
ganhou força justamente por colocar no centro do evento mulheres que
empreendem, trabalham, criam oportunidades e continuam ativas em diferentes
segmentos depois dos 50 anos.
Mais do que desfilar roupas, elas desfilaram histórias de vida, experiências e conquistas. A maturidade vem acompanhada de experiências que podem se transformar em importantes diferenciais no mundo dos negócios. Muitas mulheres chegam aos 50, 60 anos ou mais com conhecimento acumulado, redes de relacionamento e uma visão mais clara sobre seus objetivos.
O Chá da Tarde mostrou essa realidade de maneira descontraída e elegante. As empreendedoras presentes representaram diferentes segmentos e demonstraram que não existe idade limite para iniciar um novo projeto, reposicionar uma carreira ou transformar uma paixão em negócio. Nesse sentido, o evento também funcionou como uma vitrine para o empreendedorismo feminino e para a economia criativa.
Moda como ferramenta de autoestima
A moda teve um papel importante durante a tarde, mas foi além das tendências e das roupas. Para as participantes, ocupar a passarela significou também afirmar que a mulher madura pode ser vista, admirada e valorizada por sua beleza, personalidade e estilo. A presença de mulheres 50+ em eventos de moda ajuda a ampliar a representação feminina e a combater estereótipos relacionados ao envelhecimento. A mensagem é simples, mas poderosa: envelhecer não significa desaparecer. Ao contrário. Pode significar assumir novos espaços com ainda mais segurança.
O evento também reuniu artistas, jornalistas, estilistas, empreendedores e personalidades da sociedade paulistana. Diversos sorteios fizeram parte da programação, criando momentos de descontração e interação entre os convidados. A participação de profissionais de diferentes segmentos transformou a tarde em uma oportunidade de relacionamento e networking.
Para quem
empreende, encontros assim podem representar muito mais do que uma experiência
social. São oportunidades para apresentar uma marca, conhecer novos parceiros,
conquistar clientes e ampliar a rede de contatos. E essa é uma das
características mais importantes do empreendedorismo feminino: a capacidade de
criar redes de apoio, colaboração e oportunidades.
Um novo olhar sobre a mulher madura
A presença das
empreendedoras 50+ junto às jovens na passarela, também contribui para uma mudança cultural. Durante
muito tempo, a publicidade, a moda e os meios de comunicação privilegiaram
determinados padrões de idade e beleza. Hoje, cresce a necessidade de
representar mulheres reais, com diferentes corpos, histórias e trajetórias.
O desfile
realizado no Gran Villaggio trouxe essa discussão para um ambiente de
celebração. Ali estavam mulheres que não apenas consomem moda, mas também
produzem, empreendem, criam e movimentam a economia.
O Centro de São Paulo como cenário
A realização
do evento no Centro também teve um significado especial. A proposta de promover
atividades culturais, sociais e de entretenimento na região contribui para
manter os espaços ocupados e movimentados.
A moda e o
empreendedorismo, nesse contexto, tornam-se instrumentos de valorização da
cidade. O encontro mostrou que o Centro pode ser cenário para novos negócios,
experiências, encontros e manifestações culturais. E, ao reunir mulheres
empreendedoras, artistas e profissionais de diferentes áreas, o evento reforçou
a importância de criar espaços onde essas conexões possam acontecer.
Todas as mulheres que participaram do evento mostraram que ainda há muito para criar, empreender, aprender, compartilhar e conquistar. Na passarela, cada passo representou muito mais do que moda. Representou autonomia, experiência, autoestima e coragem e determinação para continuar ocupando espaços, e talvez esse seja o verdadeiro significado de uma tarde como essa: celebrar mulheres que não têm medo de começar novamente, reinventar suas histórias e transformar experiência em novas possibilidades.
Porque ser 50+
não é chegar ao fim de uma trajetória. É descobrir que ainda existe uma
passarela inteira pela frente — e que cada mulher pode escolher como quer
caminhar por ela. Estamos ansiosos para ver um desfile com os homens 50+ também!
O próximo evento já está agendado para o dia 28/11 e é bom que se antecipem na aquisição de seus convites, porque o outro esgotou bem rápido.
Pé Diabético: Como a prevenção pode evitar amputações e preservar sua independência
O perigo silencioso da perda de sensibilidade
O papel fundamental (e pouco conhecido) do Ortopedista
Guia de Cuidados Cuca Prateada: Protegendo seus passos
Prevenir é cuidar da sua autonomia
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Quando procurar um geriatra? Especialista explica por que o cuidado deve começar antes da terceira idade
Busca preventiva pelo especialista pode ajudar a preservar autonomia, independência e qualidade de vida ao longo do envelhecimento
São Paulo, maio de 2026 - Ainda é comum associar o médico geriatra apenas ao cuidado de idosos muito fragilizados ou com doenças avançadas. No entanto, segundo o Dr. Leonardo Lopes, coordenador da pós-graduação em Geriatria da Afya Educação Médica São Paulo, o acompanhamento geriátrico pode começar antes mesmo do surgimento de limitações importantes, funcionando como uma estratégia preventiva para garantir mais autonomia, independência e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Segundo o especialista, não existe uma idade exata para iniciar o acompanhamento com um geriatra. A recomendação depende das necessidades, condições de saúde e objetivos de cada paciente. “Muita gente acredita que o geriatra deve ser procurado apenas quando surgem problemas mais graves ou perda importante de autonomia, mas esse cuidado pode começar antes, com foco em prevenção e promoção de qualidade de vida. Quanto mais cedo conseguimos identificar fatores que impactam o envelhecimento, maiores são as chances de preservar independência e bem-estar ao longo dos anos”, explica.
Assim como a pediatria se dedica ao cuidado de uma faixa etária específica, a geriatria é voltada ao acompanhamento da população idosa, considerada no Brasil a partir dos 60 anos. No entanto, muitas condições que afetam a saúde nessa fase da vida começam a se desenvolver décadas antes, ainda na vida adulta. Por isso, o acompanhamento preventivo e o controle adequado de fatores de risco podem contribuir para reduzir complicações futuras e promover um envelhecimento mais saudável.
Diferente de especialidades focadas em órgãos específicos, o geriatra avalia o paciente de forma integral, considerando fatores físicos, cognitivos, emocionais e sociais. O especialista acompanha as mudanças naturais do envelhecimento e ajuda a identificar precocemente alterações que podem impactar a rotina e a funcionalidade ao longo dos anos.
Entre os sinais de atenção que indicam a necessidade de procurar um geriatra estão esquecimentos frequentes, alterações de memória, quedas recorrentes, perda de equilíbrio, perda de força muscular, dificuldade para realizar atividades do dia a dia, uso simultâneo de muitos medicamentos, além de mudanças de humor, isolamento social, sintomas depressivos e dificuldades relacionadas ao sono, alimentação ou mobilidade. O acompanhamento também pode ser importante para pessoas diagnosticadas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e osteoporose.
O crescimento da população idosa brasileira reforça a importância desse cuidado. Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que o Brasil já possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que representa cerca de 15,6% da população. A tendência é de crescimento acelerado nas próximas décadas.
Além do acompanhamento clínico, o geriatra também atua na prevenção e no tratamento de condições frequentes no envelhecimento, como demências, sarcopenia, osteoporose, insônia, incontinência urinária, depressão e doenças cardiovasculares e respiratórias. O trabalho costuma envolver uma abordagem multidisciplinar, em parceria com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais de saúde.
Outro papel importante da geriatria é a avaliação do uso de medicamentos, situação comum entre idosos. Isso porque o consumo excessivo ou inadequado de remédios pode aumentar o risco de efeitos colaterais, quedas, confusão mental e perda de independência.
“O envelhecimento saudável depende de acompanhamento contínuo e de hábitos construídos ao longo da vida. Quanto mais cedo começamos a cuidar da saúde de forma preventiva, maiores são as chances de chegar à terceira idade mantendo autonomia, bem-estar e qualidade de vida”, conclui Leonardo.









