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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Qual a importância da mobilidade entre idosos no período de quarentena?


Fisioterapeuta da Unicid alerta sobre a importância da mobilidade entre idosos no período de quarentena e apresenta dados de pesquisa




Drª. Mônica Perracini é professora do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia da Universidade Cidade de S. Paulo e está à frente da pesquisa Remobilize, que avalia o impacto do isolamento na saúde da pessoa idosa no Brasil

Especialista orienta para uma atenção aos idosos e às suas necessidades, mudanças no estado de saúde e que cuidadores os estimulem para a realização de atividades em casa

A professora do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia Drª. Mônica Perracini, da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, está à frente da Rede de Estudos em Mobilidade no Envelhecimento, projeto denominado Remobilize, o qual avalia o impacto da pandemia na mobilidade da pessoa idosa.

O estudo conta com a participação de pesquisadores de universidades de diversos estados do Brasil e é conduzido por meio de questionários on-line e entrevistas por telefone. Dados de pessoas acima de 60 anos foram coletados entre os meses de abril e junho e estão sendo avaliados por profissionais em processos organizados de três, seis e 12 meses após o primeiro contato.

“Terminamos a primeira fase da pesquisa, que foi a coleta de dados on-line de maio a julho. Nesse primeiro momento, temos a participação de 1.482 idosos em todas as regiões do Brasil”, explica a Drª. Mônica Perracini, que coordena o Remobilize.

Desse total de idosos, a fisioterapeuta revelou que o maior percentual de participantes está nas regiões sudeste e nordeste, 43.1% e 42.7%, respectivamente. Na região sul, o percentual é de 3.8, no centro, 3.5% e na região norte 6.9%.

“A pesquisa mostra ainda dados como: 73.9% dos avaliados são mulheres e 26.1% homens, dos quais, 62.6% moram em casa, 30.0% em prédio e 7.4% apontaram que moram em sobrado. Sobre mudanças de comportamento na pandemia, 46.9% dos idosos relataram que só saem quando inevitável e 29.3% estão completamente isolados. Outros estudos foram feitos, como a quantidade de horas que os idosos passam sentados e qual o percentual de participantes que têm dificuldade para dormir”, conta a Drª. Mônica.

Sobre o período de quarentena, a especialista alerta que devido à redução exponencial de atividades físicas, é primordial que a população idosa reconheça a importância da mobilidade no processo de saúde e qualidade de vida. Orienta ainda para que os cuidadores, atentem-se aos idosos, às suas necessidades, e que os estimulem para a realização de atividades em casa.

“A falta de mobilidade pode levar a um descondicionamento geral, mas principalmente neuromotor gerando maior risco de quedas e fraturas, declínio da força muscular e do equilíbrio. É importante manter as atividades, mesmo nesse período de pandemia. Exercícios caseiros são uma boa alternativa. Estamos avaliando comportamento, saúde, entre outros pontos a partir dessa pesquisa, e queremos chamar essa atenção”, argumenta Mônica.

No cenário geral, a fisioterapeuta aponta que idosos com um quadro de dor crônica, fadiga e doenças como diabetes, insuficiência cardíaca e osteoartrose, podem ter um declínio ainda mais acentuado da mobilidade devido a essa mudança atual de comportamentos e rotinas.

“A pandemia não traz consequências apenas físicas. Muitos idosos que moram sozinhos estão sentindo solidão e sofrendo de ansiedade por conta da incerteza do futuro e do fato de terem restringido as suas atividades sociais. Isso gera problemas de humor, distúrbios de sono que podem se somar aos problemas de saúde já existentes”, avalia.

Por fim, a especialista aponta que a mobilidade é um indicador da qualidade de vida na velhice e que mantê-la acima dos 60 anos de idade, é fundamental. Mônica avalia ainda que o acompanhamento dos idosos a partir do Remobilize, permitirá saber se os idosos irão conseguir retomar os níveis de mobilidade prévios a pandemia, e ainda identificar possíveis consequências negativas, permitindo desenvolver ações preventivas e/ou de reabilitação durante e após a pandemia.

Para saber mais, acesse: https://www.remobilize.com.br/

domingo, 1 de novembro de 2020

Insônia em idosos não é normal e é preciso investigar as causas



Especialista em gerontologia dá dicas para ter um sono de qualidade


Comum a partir dos 65 anos, a insônia atinge entre 5% e 10% da população idosa e, apesar de ser uma queixa comum na terceira idade, é preciso se atentar aos sinais que a rotina do idoso demonstra.

Diminuição da capacidade de concentração, aumento da sonolência ao longo do dia, ter o sono fragmentado e problemas de memória, estão entre os sintomas que podem ser ocasionados pela insônia. Segundo Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior, especializada em gerontologia, esses sinais além de acusarem problemas no sono deixam o idoso mais suscetível a riscos como quedas, acidentes e lapsos durante atividades rotineiras. “Muitos deles acham que é normal acordar no meio da noite e não conseguir mais dormir, outros atribuem as várias idas ao banheiro como o ladrão do sono. Por isso é fundamental o familiar ou cuidador observar esses tipos de comportamentos nos idosos”, afirma.

Para quem se preocupa em cumprir as famosas 8 horas diárias de sono para manter a saúde e disposição em dia, um dado curioso aponta que conforme envelhecemos o tempo necessário de sono para um descanso efetivo diminui. “É importante saber como esse idoso passa seu dia e como está sua disposição. Nos casos recorrentes de noites em claro e cansaço extremo é necessário a consulta médica. Algumas vezes a insônia pode estar sendo provocada por efeitos colaterais de medicações que a pessoa ingere diariamente. Pacientes com diabetes, doenças cardíacas, ansiedade e depressão também estão mais propensos a sofrer deste mal”, complementa a especialista.

Outro ponto de alerta é o uso de medicamentos para induzir o sono. “Em hipótese alguma o idoso deve se automedicar, mesmo com fitoterápicos. É preciso antes identificar a causa da insônia”, diz.

A especialista em gerontologia dá algumas dicas para estimular um sono de qualidade:

- Praticar exercícios físicos, se possível ao ar livre, ao longo do dia. A luz solar durante o dia ajuda a estimular o relógio biológico para induzir ao sono na hora de dormir.

- Evitar sonecas profundas ao longo do dia.

- Dar preferência para refeições leves na hora do jantar.

- Evitar a ingestão de café ou outras bebidas com cafeína ao anoitecer.

- Ter uma rotina de horário para deitar e se levantar.

- Deixar o ambiente totalmente em silêncio, confortável e baixa iluminação facilitam o estímulo ao sono.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Podcast Mulheres de 50 lança 4ª temporada sobre Beleza & Saúde

Virginia Nowicki

Lançado em março último, o Mulheres de 50 é um canal criado por quatro irmãs paranaenses que se recusam a ter uma crise de meia idade. Em 08 de outubro, a entrevistada é Virginia Nowicki, atriz, apresentadora e palestrante

O que significa ser uma mulher de 50 anos em pleno 2020? Como ter qualidade de vida e se preparar para o futuro? Muitos questionamentos assim desafiam mentes maduras e inquietas. O podcast Mulheres de 50, produzido pela Jabuticaba Conteúdo e desenvolvido por um quarteto de irmãs paranaenses, nasceu justamente do desejo de trazer à tona informações e notícias úteis para uma geração de mulheres que, assim como elas, se recusa a viver a crise de meia idade. O canal está no ar desde março e estreia em 08 de outubro sua 4ª temporada sobre Beleza & Saúde, com entrevista sobre alimentação consciente com a atriz, apresentadora e palestrante Virginia Nowicki, de 53 anos.

Maria Tereza, 55 anos, é jornalista e mora em São Paulo, capital; Lúcia, 52, é médica ginecologista e obstetra em Toledo, no Paraná; Marilza, ou Mel, 50, é veterinária em Naviraí, no Mato Grosso do Sul; e Sandra, 48, é advogada em Curitiba, Paraná. Uma vez por semana, as quatro se reúnem portanto virtualmente para uma conversa descontraída sobre os desafios da idade, relembrar os ícones de sua geração, explorar conhecimentos e dar dicas Maduras, que vão de filmes, a livros e receitas. Em outro quadro, elas relembram filmes que marcaram suas vidas.

Histórias de mulheres maduras

Com 10 episódios, cada temporada do Mulheres de 50 possui uma característica especial. Na 1ª temporada do podcast, as quatro irmãs compartilharam as próprias experiências, memórias afetivas e aprendizados. No primeiro episódio, por exemplo, falaram sobre a crise da meia idade. “Crise de meia idade é você olhar no espelho e ver que está tudo despencando”, brincou Lúcia à época. Na 2ª temporada, convidaram familiares para contribuir sobre temas como aposentadoria, a comida como fonte de afeto, vinhos e games.

Na 3ª temporada, as irmãs abriram a conversa para convidados, amigos e conhecidos. “Começamos a temporada com Gabriela Pontes, uma jovem de 20 e poucos anos, mas em outro episódio falamos com a jornalista Marcia Neder, 68, que escreveu o livro A revolução das 7 mulheres depois que descobriu que não queria a velhice que a sociedade esperava dela”, diz Maria Tereza Gomes que, além de apresentar o podcast, é CEO da Jabuticaba Conteúdo. Os demais episódios dessa temporada abordaram temas como intercâmbio para pessoas 50+, espiritualidade e a importância do silêncio.

Com a palavra, especialistas

A 4ª temporada explora a beleza e a saúde das mulheres a partir dos 50 anos. Cada convidado, então, vai abordar um tema de sua especialidade. “A ideia é falar de maquiagem, cabelo, roupa, nutrição e outros assuntos que nos afligem”, diz Mel. E a estreia da temporada em 08 de outubro aborda o tema alimentação consciente. A entrevistada é Virginia Nowicki, que ficou conhecida nos anos 1980 por estrelar comerciais das Lojas Marisa e nos anos 1990 por fazer carreira em emissoras de televisão como SBT, Rede Globo, RecordTV e RedeTV!.

Virginia tem graduação em health coach pelo Institute for Integrative Nutrition, de NY e atua como instrutora de mindfulness e mindful eating. Além disso, é palestrante e realiza workshops em empresas para quem busca um estilo de vida saudável, sempre com foco em redução do estresse e alimentação consciente. Atualmente, Virginia também tem um canal no YouTube e é ativa nas redes sociais.

Assim, com a habilidade de contar histórias pessoais que são universais, o Mulheres de 50 cruzou fronteiras e hoje tem ouvintes nos Estados Unidos, Irlanda e Portugal, entre outros países. “As mulheres de 50 anos estão na moda em todo o mundo; estamos todas descobrindo como é viver numa época em que não somos medidas pela idade”, diz Sandra, a caçula do quarteto. Outra característica do podcast é que mais da metade da audiência tem menos de 44 anos e um de cada cinco ouvintes é homem.


Serviço
Podcast Mulheres de 50
https://anchor.fm/maria-tereza-gomes
Redes sociais: @mulheresde50_

Virginia Nowicki
www.virginianow.com.br

Sobre a Jabuticaba Conteúdo

A Jabuticaba Conteúdo nasceu em 2010 com um sonho: produzir vídeos incríveis para ajudar as empresas a se comunicar melhor. Liderada pela jornalista e empreendedora Maria Tereza Gomes, é então uma produtora independente especializada em conteúdo audiovisual para a comunicação empresarial estratégica.

Conectando empresas e pessoas por meio de conteúdos autênticos, elegantes e descomplicados, a produtora utiliza portanto técnicas de storytelling para contar histórias de quem faz a diferença. Nessa jornada, tem apoiado organizações como Bradesco, General Electric, Insper, A.C.Camargo Cancer Center, Citibank e Braskem. Mais informações: www.jabuticabaconteudo.com.br


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domingo, 4 de outubro de 2020

Dias de calor intenso pedem atenção redobrada com terceira idade

Desidratação pode gerar confusão mental e outros sintomas sérios



Com o calor intenso, é preciso ficar atento à hidratação, principalmente de idosos. Com o avanço da idade, o índice de água no organismo diminui e ocasiona a desidratação muito facilmente. A falta de água no corpo pode provocar confusão mental, queda de pressão arterial e, como consequência, o risco de quedas aumenta muito.

“Nesta fase, a percepção de sede diminui e o idoso não sente tanta necessidade de tomar água. Durante os dias mais quentes é essencial aumentar a oferta de líquidos e ficar atento aos sinais do corpo para um início de desidratação: boca muito seca, lábios grudando e urina mais escura e com cheiro mais forte podem ajudar a detectar”, conta Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior, especializada em gerontologia.

Algumas atitudes podem diminuir as chances de desidratação do idoso, como oferecer pequenos volumes de água em intervalos de meia hora. “Desta forma, a pessoa não percebe o quanto está tomando de líquidos, mas vai se hidratando ao longo do dia”, conta a profissional.

Para os mais esquecidos, fazer plaquinhas com lembretes pela casa e manter sempre um copo ou garrafinha por perto também ajuda. Além disso, variar o tipo de líquido ofertado pode despertar mais interesse, como sucos, chás gelados, sorvetes, frutas e legumes com alto teor de água, como melancia, melão, pepino, além das águas saborizadas. “Essas opções são saudáveis e podem promover a hidratação de maneira mais saborosa, fazendo com que o idoso tenha mais vontade de ingerir líquidos”, afirma Santos.

Também é importante lembrar da proteção solar e vestimenta adequada nestes dias quentes. Além disso, a exposição ao sol deve ser em horários em que ele não está tão forte. “Com as recomendações seguidas é curtir a estação e aproveitar os momentos com responsabilidade”, finaliza a enfermeira chefe.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Entenda quais exames uma mulher de 40 anos deve fazer



*Por Rodrigo Ferrarese


Ter a mamografia em dia é fundamental, mas outros exames são igualmente importantes para diagnosticar precocemente, acompanhar e prevenir também outras doenças. Não precisamos estar necessariamente em outubro para que você saiba que a mamografia é um dos exames que a mulher, ao chegar aos 40 anos, deve fazer. Mas e quanto aos outros?

Falar sobre exames está ligado diretamente a prevenção, algo que devemos ter em mente sempre, além do outubro Rosa, mas durante todo o ano!

Apesar do câncer de mama ser o mais frequente nas mulheres (depois do câncer de pele), a atenção não deve estar focada somente para este tipo. Outras ocorrências também são bem comuns, como por exemplo, aqueles que acometem o colo do útero, do estômago e do intestino.

A mamografia é só um dos exames

Porém, não se atentar para essas doenças, ter a mamografia em dia e, de repente, passar por um infarto agudo ou um acidente vascular cerebral (AVC). Isso porque todas se assustam com essas doenças mais temerosas, mas não se preocupam para a principal causa de morte no mundo: as doenças cardiovasculares.

Com a finalidade de orientar sobre os cuidados com sua saúde, trago alguns dos exames mais importantes aos quais a mulher de 40 deve ser submetida, além da mamografia.

Claro que a escolha dos procedimentos só deverá ocorrer após uma avaliação clínica individual. Assim, trago apenas algumas sugestões para esclarecer a importância de cada um deles.

Estes são os exames mais importantes

O exame colpocitológico, conhecido como papanicolaou, é fundamental para diminuir a incidência do câncer do colo uterino. Ele detecta algumas alterações nesta região antes de elas virarem câncer. Hoje, existem algumas opções mais modernas de exames, como a captura híbrida de HPV e a genotipagem do HPV, cujas intenções são similares, mas o bom e velho “papa” já ajuda bastante!

Para as mulheres de 40 que já entraram na menopausa, exames como a densitometria óssea são importantes para identificar alterações na composição do osso, como por exemplo osteopenia ou osteoporose. Com isso, é possível realizar um acompanhamento melhor para evitar fraturas na terceira idade. Ainda para aquelas no climatério, um perfil hormonal ajuda a entender melhor essa fase e como é possível aliviar melhor seus sintomas.

Outro exame que pode ser solicitado nessa faixa etária, sendo mais comum esse tipo de solicitação ocorrer para pacientes após os 50 anos, é a colonoscopia. Através deste procedimento é possível localizar lesões, como pólipos intestinais que caso não forem retirados, podem causar o câncer colorretal. Uma alternativa mais fácil, porém, não a ideal, é a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Fique atenta também aos exames laboratoriais

Alguns exames laboratoriais são fundamentais, como por exemplo, a glicemia (para diagnosticar diabetes) e colesterol total e suas subdivisões. Quando há diabetes ou dislipidemia, o risco de doença cardiovascular aumenta.

Para as fumantes, indica-se fazer um Raio-X do tórax, que permitirá visualizar possíveis alterações pulmonares. Já para as portadoras de diabetes, dislipidemia ou hipertensão, entre os exames a serem feitos deve estar um eletrocardiograma, que permite checar como está o coração.

As ultrassonografias, incluindo a transvaginal, não são indicadas de rotina. No entanto, se forem feitas, permitem uma avaliação da área em específico, sem riscos associados ao exame. Mas, atenção: o ultrassom de mamas não substitui a mamografia!

Tanto para o câncer como para as doenças cardiovasculares, o mais importante é a prevenção primária. Já está comprovado que uma vida saudável, com sono em dia, atividades físicas constantes e alimentação adequada podem afastar essas enfermidades. Além, claro, de cessar o tabagismo.

É muito mais difícil tratar uma doença quando ela aparece. Assim, vamos cuidar de suas causas para dificultar o seu aparecimento. E fazer exames para acompanhar e identificar qualquer anomalia precocemente.

Sobre Dr. Rodrigo Ferrarese

O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu...). Mais informações podem ser obtidas pelo canal no YouTube e também pelo Spotify -https://linktr.ee/dr.rodrigoferrarese


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terça-feira, 25 de agosto de 2020

SARCOPENIA - Faça Sua Poupança de Massa Muscular Enquanto Há Tempo e Garanta um Envelhecimento Saudável!



Previna-se Enquanto Há Tempo!


O QUE É

O termo vem do grego e significa perda ou pobreza de carne. Significa perda significativa da massa muscular (massa magra), prejudicando muito a qualidade de vida da pessoa. Geralmente atinge idosos a partir dos 60 anos. Resumindo, é o resultado do processo de envelhecimento.

SINTOMAS

Os principais sintomas envolvem a perda da força, do equilíbrio e do desempenho físico para realizar atividades como caminhar, levantar da cama, subir escadas, carregar compras, trocar uma lâmpada, desequilíbrio ao andar em terrenos com desníveis, conferindo assim, maior risco para quedas, fraturas, incapacidade, dependência, hospitalização recorrente e mortalidade no idoso.

CAUSAS

As causas são múltiplas como as alterações hormonais e fisiológicas do próprio envelhecimento, sedentarismo, má alimentação, limitações físicas, depressão e falta de proteína. Em alguns casos ela é decorrente de doenças como o câncer, infecções e inflamações, traumatismos sérios e outros, que são fatores que levam à perda de massa muscular de forma rápida e muito mais grave do que a que ocorre no envelhecimento.

PREVENÇÃO

Segundo a Dra Bruna Marisa, médica, Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e com grande atuação na medicina Esportiva, o mais importante de tudo para prevenir essa perda é “Fazer uma poupança muscular durante a vida para garantir um envelhecimento saudável, com mais músculos, mais força e mais vitalidade”. Exercícios físicos de resistência também são fundamentais. Isso reforça a importância de se buscar massa magra enquanto se é jovem. Certamente isso ajudará e muito na sua qualidade de vida durante a terceira idade.

Obs: Hoje recomenda-se a ingestão de pelo menos 1 a 1,2 g de proteínas por quilo de peso corporal, ao dia.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito por um médico clínico geral ou geriatra através de testes simples para avaliar a força muscular e exames de tomografia nas regiões da perna e do abdômen para estimar o volume muscular. Pode-se pedir também exames de densitometria de corpo inteiro, ressonância magnética e ultrassom, embora sejam menos usuais.

TRATAMENTOS:



A Dra. Bruna Marisa ainda ressalta que “a dieta adequada, hormônios e equilíbrio na alimentação rica em proteínas acompanhada por um nutricionista são as melhores formas de prevenir e também amenizar os sintomas da sarcopenia durante o tratamento”; que envolve basicamente exercícios de resistência conforme as condições físicas de cada paciente, dieta com suplementação de proteína e em casos mais avançados, pode incluir também o uso de anabolizantes com acompanhamento médico.


Quer ter um envelhecimento saudável? Cuide hoje de sua saúde física!

Seu corpo agradecerá!



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Cuidado com idosos no isolamento social: dicas para evitar quedas e traumas dentro de casa


Ortopedista chama atenção para a saúde do homem e casos de osteoporose


O Brasil se prepara para a retomada de trabalhos e atividades que tiveram a rotina alterada, desde o início da pandemia pela COVID-19. “O vírus, no entanto, continua circulando por aí e deve se manter assim até que a vacina possa alcançar toda a população, por isso é essencial continuar com os cuidados básicos para proteger os mais vulneráveis, como a população idosa”, recomenda Dr. André Evaristo Marcondes, ortopedista especialista em cirurgia da coluna do Hospital Sírio-Libanês.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2050 a população acima de 60 anos chegará a 2 bilhões de pessoas no mundo. No Brasil, atualmente essa parcela representa 13% da população, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Hoje as pessoas vivem mais tempo e é preciso alguns cuidados para que esse tempo seja com saúde e qualidade de vida. A osteoporose, por exemplo, que é uma doença que enfraquece os ossos, sempre foi mais frequente nas mulheres em fase de menopausa, mas os médicos têm observado o aumento desta patologia também nos homens.

“Na área da ortopedia, percebemos o aumento da osteoporose nos homens e acreditamos que isso está relacionado, sobretudo, ao aumento da expectativa de vida masculina que, segundo o IBGE, é de 72,8 anos. Se por um lado a doença tem mais tempo para se desenvolver, por outro essa percepção faz com que os médicos peçam mais exames, então a doença recebe maior quantidade de diagnóstico e também de atenção”, observa o ortopedista.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), por meio de seu programa para um isolamento seguro dos idosos, recomenda a organização da casa para evitar acidentes, como: deixar uma luz fraca acesa durante a noite, tirar os tapetes do caminho e objetos que possam causar tropeço e quedas, evitar o chão escorregadio, disponibilizar corrimão em escadas e corredores, ter um telefone sempre perto, entre outros.

“O fator emocional também é importante para essa faixa etária, o idoso se sente muito sozinho e fica triste diante de doenças e da impossibilidade de conviver em família e amigos. Neste caso, a tecnologia é positiva, para minimizar as distâncias com videochamada, o que vale tanto para as relações sociais quanto para o atendimento médico de rotina”, explica Dr. André.

Uma rotina também colabora para que o idoso ocupe a cabeça e se distraia. “Acordar em determinado horário, fazer alguma atividade, as refeições, conversar com alguém (mesmo por telefone) ver um programa favorito e estabelecer hora para dormir são importantes no combate à ansiedade e solidão”, finaliza o médico.

SOBRE O ESPECIALISTA



Dr. André Evaristo – Ortopedista Especializado em Coluna - Formado pela Universidade de Marília, fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital do Servidor Público Municipal (SP) e é Especialista em Cirurgia da Coluna. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Coluna e da North American Spine Society (NASS). Atualmente, atende no Núcleo de Medicina Avançada do Sírio Libanês, nos hospitais Villa Lobos e AACD. Instagram: @dr.andrecoluna / Facebook: @DrColunaAndreEvaristo


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